This article proposes a comprehensive reflection on the historical trajectory of thought regarding slavery in the Western context, aiming to elucidate its intricate relationship with the development of contemporary public security frameworks. The study begins with a detailed monographic analysis of the philosophical and legal discourses surrounding slavery, meticulously examining the inherent ambiguities and paradoxes that emerge from the institution of slavery as a lived experience. This section highlights how foundational thinkers and legal systems have grappled with the concept of slavery, revealing the complex and often contradictory justifications for its practice. In the second part, the article delves into the interconnectedness between slavery, security, crime, and violence, exploring how the institution of slavery necessitated and shaped specific forms of social control. This reflection underscores the role of slavery in establishing enduring mechanisms of surveillance, discipline, and punitive measures that have continued to influence modern notions of security and criminality. The final section seeks to trace the transformations, continuities, and divergences in the methods of social control exerted over enslaved populations, particularly in the context of the formation of the contemporary Brazilian state. By examining the legacies of colonial and post-colonial policies on current public security practices, the study aims to shed light on how historical patterns of domination and control have been adapted and sustained in Brazil’s public security model. This includes an analysis of the ways in which racial prejudices and the stigmatization of black populations have persisted, influencing both legal frameworks and social attitudes towards crime and security.
KeywordsPublic SecuritySlaveholdingHypermilitarizationPoliceHuman Rights
Agamben, G. (2010). Homo sacer: O poder soberano e a vida nua—I. Editora UFMG.
Anitua, G. I. (2008). Histórias do pensamento Criminológicos . Revan/Instituto Carioca de Criminologia.
Antonil, A. J. (1837). Cultura e opulência do Brasil : Por suas drogas e minas . Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e Ca. http://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/222266
Azevedo, C. M. M. D. (1987). Onda Negra Medo Branco : O Negro no Imaginário das Elites Séc ulo XIX . Paz e Terra.
Barros, A., & Peres, M. (2011). Proibição da maconha no Brasil e suas raízes históricas escravocratas. Revista Perferia, III, 1-20. https://doi.org/10.12957/periferia.2011.3953
Batista, V. M. (2003). O medo na cidade do Rio de Janeiro : Dois tempos de uma história . Revan.
Becker, H. (2007). Se gredos e truques da pesquisa . Zahar.
Becker, H. (2009). Ou tsiders : Hacia una sociología de la desviación . Siglo XXI.
Benci, J. (1977). Econom ia Cristã dos Senhores no Governo dos Escravos . Grijalbo.
Bordin, M. (2021). A guerra é a regra : A hipermilitarização da segurança pública no Brasil . PG editorial.
Bordin, M., & Moraes, P. R. B. D. (2017). A Ideia de Nação e a Hipermilitarização: Aspectos Sociológicos e Políticos. Revista NEP—Núcleo de Estudos Paranaenses da UFPR, 3, 284-294. https://doi.org/10.5380/nep.v3i3.54382
Bourdieu, P. (2011). O poder simbólico. Bertrand Brasil.
Caldeira, T. P. D. R. (2014). Qual a novidade dos rolezinhos? Espaço público, desigualdade e mudança em São Paulo. Novos Estudos—CEBRAP, 98, 13-20. https://doi.org/10.1590/S0101-33002014000100002
Camps-Febrer, B. (2016). Patriarcado y militarismo. In B. Camps-Febrer, et al. (Eds.), Mentes mi litarizadas: Cómo nos educan para asumir la guerra y la violenci a (pp. 13-22). Icaria editorial.
Davis, D. B. (2001). O problema da escravidão na cultura ocidental . Civilização Brasileira.
Dória, J. R. D. C. (1958). Os fumadores de maconha: Efeitos e males do vício. In Brazil. Comissão Nacional de Fiscalização de Entorpecentes (Eds.), Maconha: Coletânea de trabalhos brasileiros (pp. 1-14). Oficinas Gráficas do IBGE.
Douglas, M. (1966). Pureza e perigo : Ensaio sobre as noções de Poluição e Tabu . Edições 70.
Duvernay, A. (2016). 13 a Emenda . Netflix.
Fernández, E. V., Avila, D. D., Bautista, V. H., García, M. G. C., & Jacinto, O. A. D. (2020). Slavery today and Its Social Impact. Advances in Applied Sociology, 10, 61-73. https://doi.org/10.4236/aasoci.2020.103005
Foucault, M. (1999a). Em defesa da sociedade: Curso no Collège de France (1975-1976). Martins Fontes.
Foucault, M. (1999b). Vigiar e punir: Nascimento da prisão. Em Petrópolis : Vozes . Editora Vozes.
Foucault, M. (2013). Microfísica do Poder . Graal.
Goffman, E. (2011). Ritual de interação : Ensaios sobre o comportamento face a face . Vozes.
Levi-Strauss, C. (1980). Raça e História . Abril Cultural.
Lima, C. A. M. (2000). Pequena diáspora: Migrações de liberto e de livres de cor (Rio de Janeiro, 1765-1844). Locus—Revista de História, 6 , 99-110.
Lima, C. A. M. (2015). Avanço, arbitrariedade e variabilidade da classificação como mestiços de escravos nascidos no Brasil (séculos xviii e xix). In Anais de história de além ‑ mar XVI (pp. 339-368). CHAM. https://research.unl.pt/ws/portalfiles/portal/3357283/AHAM_XVI_ISSN_Dossier_Intro.pdf
Lima, C. A. M. (2016). Associativismo escravo e irmandades no Brasil: Limites e possibilidade s do protagonismo cativo (séculos XVIII e XIX). Novas Edições Acadêmicas.
Lund, K., & Salles, J. M. (1999). Notícias de uma guerra particular. Independente.
Machado da Silva, L. A. (2008). Vida sob cerco: Violência e rotnia nas favelas do Rio de Janeir o. Nova Fronteira.
Machado, M. H. P. T. (2014). Crime e Escravidão . Edusp.
MacRae, E., & Simões, J. A. (2003). A subcultura da maconha, seus valores e rituais enre setores socialmente integrados. In M. S. Cruz, M. Baptista, & R. Matias (Eds.), Drogas e Pós-modernidade : Faces de um tema proscrito (pp. 95-107). Editora da UERJ.
Mariuzzo, P. (2011). Atlas do comércio transatlântico de escravos. Ciência e Cultura, 63, 59-61. https://doi.org/10.21800/S0009-67252011000100021
Martins, J. D. S. (2015). Linchamentos: Justiça popular no Brasil. Contexto.
Moraes, P. R. B. D. (2003). Punição , encarceramento e construção de identidade profissional entre agentes penitenciários . Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).
Moraes, P. R. B. D. (2014). Vamos d ar um rolé(zinho)? Gazeta do Povo. http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/vamos-dar-um-rolezinho-9hj2r4e35zw7zrm46vxqwlkjy
Orwell, G. (2009). 198 4 . Companhia das Letras.
Patterson, O. (2008). Escra vi dão e morte social . Edusp.
Pinheiro-Machado, R., & Scalco, L. M. (2014). Rolezinhos: Marcas, consumo e segregação no Brasil. Re vista de Estudos Culturais, 1 , 1-21. https://doi.org/10.11606/issn.2446-7693i1p1-21
Rabinovich, R. D. (2007). Un viaje por la historia del derecho . Quorum.
Rufanges, J. C. (2016). Mentes Militarizadas : Cómo nos educan para asumir la guerra y la violenci a . Icaria editorial.
Saad, L. G. (2013). “ Fumo de negro ”: A criminalização da maconha no Brasil . Universidade Federal da Bahia.
Santos, N., & Silva, D. (1988). Escravos, libertos e ingênuos na escola: Instrução e liberdade na província do paraná (1871-1888). Scientia ET Labor, 48 0 , 1-19.
Simmel, G. (1983). A natureza sociológica do conflito. In Simm el (pp. 122-134). Ática.
Souza Filho, C. F. M. D. (2008). O renascer dos Povos Indígenas para o Direito . Juruá.
Souza, A. T. (2019). A farda e a Toga—Dois lados da mesma tragédia : Uma etnografia da política e práticas do Sistema de Justiça Criminal ( SJC ). Universidade Federal do Paraná.
Souza, A. T., Matheus, G., & Rosa, P. O. (2015). Onde moram os perigosos? In XVII congresso brasileiro de Sociologia (pp. 1-17). Anais da XVII SBS.
Souza, A. T., Rosa, P. O., & Camargo, G. M. (2015). Vulnerabilidade, Risco, Tratamento e Prisão: Categorias que operam como dispositivos de intervenção no contexto da biopolítica. In XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA (pp. 1-20). Anais da XVII SBS.
Souza, A. T., & Moraes, P. R. B. de. (2014). Os perigosos: Uma análise da construção do usuário de drogas como inimigos da ordem pública. In 29 a Reunião Brasileira de Antropologia (pp. 1-25). ABA.
Thiry-Cherques, H. R. (2006). Pierre Bourdieu: A teoria na prática. Revista de Administração Pú blica , 40, 27-53. https://doi.org/10.1590/S0034-76122006000100003
Wacquant, L. (2007). Los con denados de la ciudad : Gueto , periferias y Estado . Siglo XXI.
Wacquant, L. (2008). Las cárce les de la miseria . Manantial.
Weber, M. (2010). Conceito s Sociológicos Fundamentais . Univerisidade da Beira Interior.